Mas não pense que ser corno é algo que todos querem evitar. Isso mesmo, tem gente que gosta de ser traído. A prática é conhecida no Brasil como o fetiche do cuckold.
Uma pesquisa realizada por uma rede social de sexo liberal do país (com 32 mil pessoas, entre os dias 14 e 16 de abril de 2022), mostra que 80% dos entrevistados topariam realizar o fetiche caso tivessem a oportunidade.
A pesquisa aponta ainda que, entre ser traído ou ser amante, 30% preferem ser o traído e 60% preferem ser o traidor. Já o terceiro elemento, conhecidos como “comedores”, 35% revelaram preferir que o marido assista, enquanto 25% fazem questão da participação do marido no ato.
Em relação aos maridos, 67% disseram que gostam de registrar a própria esposa transando com outro. Desses, 61% dos entrevistados optam pela opinião do parceiro(a) no momento de escolher o homem que será o terceiro elemento.
Em relação ao tipo de pessoa escolhida para participar do fetiche, 70% escolhem a terceira pessoa pela educação, 61% dizem que é a simpatia que é o essencial e 56% não negam que o tamanho do pênis é o que tem mais peso na escolha. Enquanto isso, apenas 48% revelam que são os outros atributos físicos que importam.
Quem é quem no fetiche?
Os personagens envolvidos no fetiche são: a hotwife, a esposa que garante que os chifres aconteçam; o corno, o marido que sente prazer ao ver a mulher tendo relação sexual com outra pessoa; e o terceiro elemento, o escolhido para fazer sexo com a mulher.
Ainda na pesquisa, sobre “quem teve interesse primeiro”, 50% apontaram que o interesse partiu da esposa, enquanto os outros 50% dizem ter vindo do marido. Em relação a participação dos cornos, 63% das hotwifes responderam que preferem que eles participem, enquanto 51% prefere que eles apenas assistam, e 17% gostam apenas de contar depois como foi.
O cuckold pelo Brasil
O Distrito Federal foi o estado em que mais pessoas responderam que tinham conhecimento sobre o fetiche/termo cuckold, com 80% de respostas afirmativas. Mas foi o Pará o estado com maior registro de participação no fetiche. 53% dos paraenses afirmaram que já estiveram envolvidos em uma atividade cuckold, ficando logo atrás do Rio de Janeiro e São Paulo, com 50% e 46%, respectivamente.
No Rio Grande do Sul, 73% dos entrevistados já conheciam o fetiche e, ainda na região Sul, Santa Catarina foi o estado em que 40% das parceiras tiveram mais dificuldade em aceitar o fetiche.
O Mato Grosso do Sul foi o lugar em que o cuckold é menos conhecido, apenas 65% sabiam sobre o que se tratava o assunto. Já no Rio de Janeiro, 19% das hotwifes têm mais autonomia para escolher quem participará do fetiche.
O que mais agrada as mulheres no cuckold
Uma das entrevistadas pela pesquisa afirma que o fato de ser deseja é o que mais atrai as mulheres para o fetiche. “Ser desejada pelos dois homens e me entregar apenas para quem eu quiser, enquanto o outro fica apenas olhando, não tem preço”, afirma uma das hotwifes.
O mesmo vale para os homens. “Ver a minha esposa sendo desejada, mas eu a tenho a todo instante, enquanto o outro somente naquele momento. Ver ela gostando da situação e poder ver sem participar, como se eu fosse invisível ali, também é muito bom”, diz um dos cornos.
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